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Disciplinas

OFERTA DE DISCIPLINAS POSAFRO – 2018.1

LOCAL: CEAO

 

 

CÓDIGO/DISCIPLINA

 

DOCENTE

DIA/HORA

LOCAL

FCHA01

TEORIA DA ETNICIDADE.

 

Prof. Dr.

Livio Sansone

 

TER

09:00 às 13:00

CEAO
Auditório Milton Santos

FCHA06 (Optativa)

ÁFRICA PRÉ-COLONIAL

(CIRCULACAO TRANSATLANTICA DAS IDEIAS DA RACA E ETNICIDADE)

 

 

Prof. Dr.

Elias Alfama

 

QUA

09:00 às 13:00

CEAO
Sala 01

FCH690

Metodologia.

 

Prof. Dr. Claudio Furtado e Valdemir Zamparoni

QUI

08:00 às 12:00

aulas a partir de 19/4

CEAO
Auditório Milton Santos

FCHJ86 (Optativa)

Alimentação: classe e gênero, produtos e consumo, nações e ETNIAS

(TEA – ALIMENTACAO E RELIGIOSIDADE)

 

Prof. Dr. Jeferson Bacelar

 

SEX

09:00 às 13:00

CEAO
Sala 01

FCHA97 (Optativa)

PERSPECTIVAS TRANSDISCIPLINARES SOBRE MORTOS E ESPIRITOS

(Antropologia da morte)

 

Prof. Dr. Marcelo Moura Mello

 

QUA

14:00 às

17:00

SÃO LÁZARO
Sala 29

MINICURSO (FCHC09)

Diálogos Metodológicos (Produção de conhecimento, experimentação e desafios críticos em Raça, Etnicidades e Estudos Africanos)

 

 

Prof. Dr. Osmundo Pinho

 

SEX

16:30 às 18:30/ 34h.a = 2 créditos

CEAO
Sala 01

MINICURSO

África Central e a Diáspora Centro-Africana 

*Disciplina organizada pelo PPGHistória

para o qual estão disponiveis10 vagas para os alunos do Posafro

 

 

Prof. Dr. Robert Slenes

(Unicamp)

 

QUI

17:30 às 20:30 = 2créditos

Seis aulas a partir do dia 12 de Abril

CEAO
Auditório Milton Santos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PROGRAMA DAS DISCIPLINAS:

 

Disciplina Optativa 2018.1

África Pré-Colonial: história, cultura e sociedade

Horário: ainda a definir, as aulas comecerarão em finais de Abril

Lugar: CEAO

Professor: Elias Alfama Vaz Moniz

OBJETIVOS

Buscando aprofundar temáticas e problemáticas de estudo no campo da história, cultura e sociedade em África, ancorando-se nos aportes da História Cultural, em articulação com dimensões do fazer-se histórico de homens, mulheres e crianças, social/temporal/espacialmente situados, a disciplina África Pré-Colonial: história, cultura e sociedade acompanha os desdobramentos de disputas sociais travadas aqui no continente no período anterior à chegada de povos europeus.

Reflexões sobre procedimentos que apontam caminhos e sentidos da transformação histórica e os modos como diferentes sujeitos vivenciaram e se posicionaram frente a diversidades étnica, social e cultural na África Pré-Colonial são propósitos desta disciplina.

A partir de experiências pensadas e vividas no continente, que se manifestam historicamente de diversos modos (como valores, crenças, interesses, imagens, sentimentos, tradições, arte, trabalho, etc) - porque os agentes históricos vivem-nas em suas profundas dimensões como sujeitos de seu “aqui” e “agora” –, busca-se, por um lado, chegar à compreensão de processos que dão sentido à história, cultura e sociedade na África antes da chegada dos europeus e, por outro lado, desconstruir a ideia de que a África Negra não é meritória de história; discutir as valiosas contribuições de civilizações que deram vida ao continente no período pré-colonial.

AVALIAÇÃO

O resultado final resultará da combinação dos seguintes itens:

- Apresentação oral: 50%

- Participação nas discussões promovidas ao longo do semestre: 20%.

- Apresentaçao de um paper (10-15 páginas): 30%.

CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS

1. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA HISTÓRIA DE ÁFRICA (SEC. XII-XV)

¨ Problemas actuais da historiografia africana (tendências e constrangimentos)

¨ A barreira dos mitos e a tradição oral

¨  A problemática das fontes

¨  Questões de ordem geográfica e antropológica

 

2. OS GRANDE REINOS E IMPÉRIOS AFRICANOS (SÉC VII-XII)

¨ A expansão Árabe em África (Magreb e África Ocidental)

¨ Guerras, Estados e processos identitários no Sudão Ocidental

¨ O papel do Sahel no encontro de povos e culturas

¨ O alcance da islamização e das jihad (guerras santas)

¨ As origens do Império do Gana

¨ Organização política e económico-social do Império do Gana

¨ Apogeu e decadência do Império do Gana

¨ Origens e contornos do movimento almorávida

¨ Origens do Império do Mali

¨ A hegemonia Mandé e o apogeu do Império do Mali

¨ O papel da religiosidade sincrética na consolidação do Império do Mali

¨ Organização política e económico-social do Império do Mali

¨ O declínio do Império do Mali

¨ Origens do Império de Songhai (Gao)

¨ Organização política e económico-social do Império do Songhai (Gao)

¨ As conexões entre o Império de Songhai e o Sudão

¨ O declínio do Império do Songhai

¨ Diversidade e complexidade das formas de organização dos espaços africanos: permanências e mudanças;

¨ O comércio transsariano como factor transversal dos Impérios africanos

¨ As rotas transsarianas e a ligação com o Mediterrâneo e a Europa

¨ Mercados, trocas comerciais e integração

3. SOCIEDADES DA PRÉ-COLONIAIS AFRICANAS

¨ Hauças e Mandés (África Ocidental)

¨ A dispersão dos Bantos (África Central)

¨ A civilização Swahilli (África Oriental)

¨ Zimbabwe e Monomotapa (África Austral)

¨ A África do Sul: Bantos, Bóeres e Britânicos

¨ A dimensão histórica das unidades política da região dos Grandes Lagos

¨ A historicidade da reorganização do espaço político dos Grandes Lagos

4. AFRICANOS, ÁRABES E EUROPEUS: ENCONTRO DE POVOS E CULTURAS

¨ O comércio de escravos: origens, conceitos, prática e amplitude

¨ O tráfico árabe

¨ O tráfico atlântico

¨ A entrada em cena das ilhas atlânticas (Cabo Verde e São Tomé e Príncipe)

¨ A abertura do atlântico

¨ Transformações histórico-sociais resultante da presença europeia em África

¨ África e a acumulação capitalista Mundial

¨ Debates em torno da escravatura negra (a questão religiosa; a questão ideológica e política)

 

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

Banton, Michel, A ideia da Raça, Edições 70, Lisboa, 1979.

Chartier, Roger, A história cultural entre práticas e representações, Difel, Lisboa, 1988.

Coquery-Vidrovitch, Catherine, A descoberta de África, Edições 70, Lisboa, 1981.

Costa e Silva, Alberto, A enxada e a lança: A África antes dos portugueses, Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1992.

Curtin, P.D., “Tendências recentes das pesquisas históricas africanas e contribuição à História Geral”, In Ki-Zerbo (org.), História Geral da África, Vol. I, São Paulo/Paris/Lisboa, Ática, Unesco, 1982.

Denise, Paulme, As civilizações africanas, Europa-América, Mem Martins, 1977.

Djait, H. “As fontes escritas anteriores ao século XV”, In Ki-Zerbo, Joseph (org.), Vol. I, História  Geral da África, Vol. I, São Paulo/Paris/Lisboa, Ática, Unesco, pp. 43-59, 1982.

Fage, John D., An Atlas of African History, 2ª edição, London, Edward Alnold, 1978.

Fage, J. D. e Olivier, Roland, Breve História da África, Sá da Costa, Lisboa, 1980.

Frank, Andre Gunder, A acumulação Mundial: 1492-1789, Estampa, Lisboa, 1979.
Iliffe, John, Os Africanos - História dum continente, Terramar, Lisboa, 1999;

Ki-Zerbo, História da África Negra, Europa-América, Mem Martins, 1982.

Lopes, Carlos, “A pirâmide invertida: historiografia africana feita por africanos”, Actas do Colóquio sobre Ensino da História Geral de África, Linopazas, 1985.

M’ Bokolo, Elikia, África Negra: História e Civilizações até ao século XVIII, Vulgata, Lisboa.

Margarido, Alfredo, La vision de l’autre, Fondation Caloust Gulbenkian, Paris, 1984.

Marques, João Pedro, Portugal e a escravatura dos africanos, Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, 2004.

Mudimbe, V., The invention of Africa, Indiana University Press, Bloomington 1988.

Teixeira da Mota, Avelino, Notas sobre a História dos Portugueses na África Negra, Tipográfica, Casa Portuguesa Sucessores, Lisboa, 1959.

 



 

 

FCHA02- Seminários de Metodologia e Práticas de Pesquisa- 2018/1

Prof. Dr. Cláudio A. Furtado

Prof. Dr. Valdemir D. Zamparoni

5as. feiras – 08:00 as 12:00 hs

Disciplina partilhada com o Prof. Dr. Valdemir Zamparoni

O cronograma relativo às sessões sob a coordenação do Prof. Zamparoni será disponibilizado oportunamente

 

OBJETIVOS: O curso propõe-se os métodos, as técnicas e práticas de pesquisa valorizando a prática interdisciplinar/multidisciplinar. Procura, igualmente, o curso proceder a um exercício de reflexividade sobre a prática de pesquisa, as questões éticas a ela associada bem como a sua inscrição num quadro teórico e epistemológico. A ligação com os projetos de pesquisa dos discentes constitui uma estratégia fundamental do curso

 

MÉTODOS DE TRABALHO: O curso se encontra dividido em duas partes: A primeira contará com sessões intensivas, comportando aulas introdutórias e alguns seminários: A segunda incidirá na apresentação e discussão dos projetos de pesquisa dos mestrandos e doutorandos.

 

AVALIAÇÃO ( A CONSENSUALIZAR) : O resultado final espelhará os seguintes itens: a) apresentação dos projetos de pesquisa para discussão em aula %) b) apresentação da versão final do projeto de pesquisa incorporando as contribuições havidas durante as aulas (%). A nota final resultará da média ponderada das avaliações atrás referenciadas. A pontualidade terá um impacto na média final em conformidade com o acordado.

 

CRONOGRAMA:

 

-19/04 - Introdução ao curso: Discussão do programa, dos elementos da avaliação: apresentação dos discentes e seus projetos de pesquisa

Reflexão preliminar sobre a interdisciplinaridade

JAPIASSU, Hilton. A questão da interdisciplinaridade. Palestra proferida no seminario Internacional sobre Reestruturação Curricular. Porto Alegre, 1994

 

20/04. Discussão dos textos:

DOMINGUES, Ivan. Multi, Inter e Transdisciplinaridade – onde estamos e para

onde vamos? In: Pesquisa em Educação Ambiental, vol. 7, n. 2 – pp. 11-26, 2012

 

BARRETO, Bruno de Souza. Historiografia e interfaces: um diálogo entre História, Antropologia e Arqueologia.In: Revista de Teoria da História Ano 5, Número 9, jul/2013

DOBOS, Sebastian. On the need for interdisciplinarity and historiography in Research on the rural space. In: ECOFORUM. Volume 5, Issue 1 (8), 2016]

 

-26/04. Discussão dos textos:

DE SARDAN, Jean-Pierre Olivier. Introduction. Adéquation empirique, théorie, anthropologie. In: ______________ Le rigueur du qualitatif. Les contraintes empiriques de l´interprétation socio-anthropologique. Louvain/la/Neuve, Bruylan-Academia, 2008, ps. 7-38

GUÉYE, Sémou Pathé. An introduction to the Epistemology of the Social Sciences. In: OUEDRAOGO, j-b & CARDOSO, Carlos. Reading in Methodology. African Perspectives. Dakar. CODESRIA, ps39-76

 

-27/04. Discussão dos textos:

 

ACHIENG, Roseline M. Autochthones Making their Realities Strange in Order to Better Understand Them. In: OUEDRAOGO, J-B & CARDOSO, Carlos. Reading in Methodology. African Perspectives. Dakar. CODESRIA, ps.139-148

DE SARDAN, Jean-Pierre Olivier. Le ‘je’ méthodologique, implication et explicitation dans l´enquête de terrain.. In: ______________ Le rigueur du qualitatif. Les contraintes empiriques de l´interprétation socio-anthropologique. Louvain/la/Neuve, Bruylan-Academia, 2008, ps. 165-208

 

03/05- Discussão dos textos

 

VIEIRA, Josênia Antunes. O uso do diário em pesquisa qualitativa. Cadernos de Linguagem e Sociedade, 5, 2001/2002

WEBER, Florence. A Entrevista, a pesquisa e o íntimo, ou: por que censurar seu diário de campo? In: HORIZONTES ANTROPOLÓGICOS, Porto Alegre, ano 15, n.32, os. 157-170, julho/dez 2009

 

Apresentação e discussão dos projetos e textos de suporte aos projetos

 

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

 

DE SARDAN, Jean-Pierre Olivier. Le ‘je’ méthodologique, implication et explicitation dans l´enquête de terrain.. In: ______________ Le rigueur du qualitatif. Les contraintes empiriques de l´interprétation socio-anthropologique. Louvain/la/Neuve, Bruylan-Academia, 2008, ps. 165-208

MAGNANI, José Guilherme Cantor. De perto e de dentro: notas para uma etnografia urbana. RBCS Vol. 17 no 49 junho/2002

 

VIEIRA, Josênia Antunes. O uso do diário em pesquisa qualitativa. Cadernos de Linguagem e Sociedade, 5, 2001/2002

 

WEBER, Florence. A Entrevista, a pesquisa e o íntimo, ou: por que censurar seu diário de campo? In: HORIZONTES ANTROPOLÓGICOS, Porto Alegre, ano 15, n.32, os. 157-170, julho/dez 2009

 

Estão disponibilizadas em pdf estas primeiras leituras:

/sites/posafro.ufba.br/files/3-gueye_readings_in_methodology_anintroductionoftheepistemology.pdf

/sites/posafro.ufba.br/files/8-achieng_readings_in_methodology_autochthones_making_their_realities_strange_in_order_to_better_understand_them.pdf

/sites/posafro.ufba.br/files/dobos_interdisciplinarityandhistoriographu.pdf

/sites/posafro.ufba.br/files/domingues_inter_multi_transdisciplinaridade.pdf

/sites/posafro.ufba.br/files/interdisciplinaridadehistoria.pdf

/sites/posafro.ufba.br/files/interdisciplinaridade-japiassu.pdf

/sites/posafro.ufba.br/files/josenia.usododiarionapesquisaqualitativa.pdf

/sites/posafro.ufba.br/files/sardan_le_jemethodologique.pdf

/sites/posafro.ufba.br/files/weber_aentrevistaapesquisa_ointimo.pdf

 

 

Disciplina optativa: PERSPECTIVAS TRANSDISCIPLINARES SOBRE MORTOS E ESPIRITOS  (FCH A88)

Professor: Marcelo Moura Mello

Dia/Horário: 4º Feira, das 14:00 às 17:00 horas

Local: Sala 29, Campus de São Lázaro – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas

Ementa:

Longe de circunscrever seu interesse teórico a tópicos relacionados à morte, ou de se enquadrar em um domínio especializado, a antropologia da religião, a disciplina se debruça sobre contribuições, clássicas e contemporâneas, acerca de mortos, particularmente espíritos. Trata-se de pensar aquilo que autores como Lévy-Bruhl e Lienhardt chamaram de potência dos espíritos, analisando-se os efeitos da existência de espíritos no mundo, tal como produzidos nas interações com pessoas humanas. Especial atenção será conferida às interseceções das potências espirituais com as vidas, as biografias e os modos de ser de humanos.

Dinâmica da disciplina e avaliação: A cada aula textos de referência serão expostos pelo professor e debatidos em sala de aula. A leitura é imprescindível, bem como a participação dos(as) discentes. Semanalmente, ao menos um(a) estudante se responsabilizará por ler, expor e correlacionar os textos obrigatórios e complementares. A realização dessa atividade e a participação em sala consistem em 30% da menção final. Trabalho final, em forma de ensaio acadêmico, deve ser entregue após o término da disciplina (70% da menção final).

A disciplina congregará graduandos(as) e pós-graduandos(as).

Sessão 1 – Apresentação da disciplina, da turma e da dinâmica das aulas (04/04/2018)

Sessão 2 – Pontos de partida (11/04/2018)

Asad, Talal. 2010 [1973]. “A construção da religião como uma categoria antropológica”. In: Cadernos de campo. São Paulo, v. 19, p. 263-284.

http://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/44990/48602

Blanes, Ruy & Espírito Santo, Diana (eds.). 2014. The social life of spirits. Chicago: The University of Chicago Press. (Introduction, p. 1-32).

Complementar:

Palmié, Stephan. 2014. “Historicist knowledge and its conditions of impossibility”. In: Blanes, Ruy & Espírito Santo, Diana (eds.). 2014. The social life of spirits. Chicago: The University of Chicago Press, p. 218-239.

Revisitando Clássicos

Sessão 3 – Animismo – Primórdios (18/04/2018)

Tylor, Edward B. 1871. Primitive culture: researches into the development of mythology, philosophy, religion, art, and custom (vol. I). (Cap XI: Animism, p. 1-39).

https://archive.org/details/in.ernet.dli.2015.90248

 

Complementar:

Rosa, Frederico Delgado. 2010. “Edward Tylor e a extraordinária evolução religiosa da humanidade”. In: Cadernos de campo, nº 19, p. 297-308.

http://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/45192/48804

Stocking Jr., George. 1979. “Animism in Theory and Practice: E. B. Tylor's Unpublished 'Notes on 'Spiritualism'”. In: Man, v. 6, nº 1, p. 88-104.

 

Sessão 4 – Alma (25/04/2018)

Durkheim, Émile. 1996. [1912]. As formas elementares da vida religiosa. São Paulo: Martins Fontes.

(VIII - A noção de alma (trecho selecionado), p. 284-289; Cap. IX - A noção de espírito e de deuses, p. 289-317).

 

Complementar:

Durkheim, Émile. 1996. [1912]. As formas elementares da vida religiosa. São Paulo: Martins Fontes. (Introdução: objeto da pesquisa, p. v-xxvii; Cap. 1: Definição do fenômeno religioso e da religião, p. 1-32; Conclusão, p. 457-498).

 

Sessão 5 – Potências Invisíveis (02/05/2018)

Lévy-Bruhl, Lucien. 2008 [1922]. A mentalidade primitiva. São Paulo: Paulus.

(Prefácio, 5-8; Introdução: p. 9-22; Cap. II: As potências místicas e invisíveis, p. 49-88).

 

Complementar:

Goldman, Marcio. 1994. Razão e diferença. Afetividade, racionalidade e relativismo no pensamento de Lévy-Bruhl. Rio de Janeiro: Editora UFRJ. (Cap. 5: Perigo da linguagem para a liberdade de expressão: etnologia e antropologia, p. 247-322).

Tambiah, Stanley. 2014 [1996]. “Múltiplos ordenamentos da realidade: o debate iniciado por Lévy-Bruhl”. In: Cadernos de Campo. São Paulo, nº 22, p. 193-220. http://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/52613/84867

 

Sessão 6 – Espíritos dos Mortos (09/05/2018)

Malinowski, Bronislaw. 1988 [1916]. Baloma. Espíritos dos mortos. In: ____. Magia, ciência e religião. Lisboa: Edições 70.

 

Complementar:

Mosko, Mark. 2017. Ways of Baloma. Rethinking magic and kinship from the Trobiands. Chicago: The University of Chicago Press/Hau Books (Trecho a selecionar)

 

Sessão 7 – Potências Espirituais (16/05/2018)

Lienhardt, Godfrey. 1960. Divinity and experience. The religion of Dinka. Oxford: Clarendon Press.

(Cap. IV: Divinity and experience, p. 147-170; Cap. VII: The control of experience: symbolic action, p. 252-297).

 

Complementar:

Evans-Pritchard, E. E. Nuer religion. Oxford: Oxford University Press.

(Cap. V: The problem of symbols, p. 123-142; Cap. XIII: Some reflections on Nuer religion, p. 311-321).

Goldman, Marcio. 1999. “A experiência de Lienhardt: uma teoria etnográfica da religião”. In: Religião & Sociedade, v. 19, nº 2, p. 9-30.

https://www.academia.edu/13330101/A_Experiencia_de_Lienhardt_Uma_Teoria_Etnogr%C3%A1fica_da_Religi%C3%A3o

 

Sessão 8 – Pessoas outras que não-humanas (23/05/2018)

Hallowell, Alfred Irving. 1960. “Ojibwa ontology, behavior, and worldview”. In: Diamond, Stanley (ed.). Culture in History: Essays in Honor of Paul Radin. New York: Columbia University Press, p. 19-52.

_____. 1954 [1940]. “Spirits of the dead in Saulteaux life and thought”. In: _____. Culture and Experience. Philadelphia: University of Pennsylvania Press, p. 151-171.

https://archive.org/details/cultureexperienc1955hall

Desenvolvimentos recentes

Sessão 9 – Narrativa (30/05/2018)

Cardoso, Vânia. 2007. “Narrar o mundo: estórias do 'povo da rua' e a narração do imprevisível”. In: Mana - estudos em antropologia social, v.13, nº 2, p. 317-345.

http://www.scielo.br/pdf/mana/v13n2/02.pdf

 

Complementar

Boddy, Janice. 1989. Wombs and aliens: spirits, women, men, and the Zar cult in Northern Sudan. Madison: University of Wisconsin Press. (Cap. 4: Zar, p. 125-165).

Cardoso, Vânia. 2014. “Spirits and stories in the crossroads”. In: Blanes, Ruy & Espírito Santo, Diana (eds.). The social life of spirits. Chicago, The University of Chicago Press, p. 93-107.

Lambek, Michael. 1981. Human spirits. A cultural account of trance in Mayotte. Cambridge: Cambridge University Press. (Cap. 5: “Possession as a system of communication”, p. 70-84).

 

Sessão 10 – História e política (06/06/2018)

Shaw, Rosalind. 2002. Memories of the slave trade. Ritual and the historical imagination in Sierra Leone. Chicago: The University of Chicago Press.

(Cap. 2: “Spirit memoryscape”, p. 46-69).

Kwon, Heonik. 2008. Ghosts of war in Vietnam. Cambridge: Cambridge University Press.

(Introduction, p. 1-9; Cap. 1: Ghosts of war, p. 1-27).

 

Complementar:

Chakrabarty, Dipesh. 2000. Provincializing Europe. Postconolonial thought and Historical difference. Princeton: Princeton University Press. (Ch. 3: Translating Life-Worlds into Labor and History, p. 72-96.)

 

Sessão 11 – Genealogia da possessão espiritual (13/06/2018)

Boddy, Janice. 1994. “Spirit possession revisited: beyond instrumentalism”. In: Annual Review of Anthropology, 23, p. 407-434.

Johnson, Paul Christopher. 2014. “Uma genealogia atlântica da 'possessão de espíritos'”. In: Translating the americas, v. 2, p. 65-100. http://quod.lib.umich.edu/cgi/p/pod/dod-idx/uma-genealogia-atlantica-da-possessao-de-espiritos.pdf?c=lacs;idno=12338892.0002.003

 

Complementar:

Lambek, Michaerl. In: Johnson, Paul Christopher (ed.). 2014. Spirited things. The work of possession in Afro-Atlantic religions. Chicago: The University of Chicago Press

(Introduction: spirits and things in the making of the Afro-Atlantic world, p. 1-20).

 

Sessão 12 – Pessoa (20/06/2018)

Carneiro da Cunha, Manuela. 1978. Os mortos e os outros. Uma análise do sistema funerário e da noção de pessoa entre os índios Krahó. São Paulo: Hucitec.

 

Sessão 13 – Desfazer (27/06/2018)

Santos, Juana Elbein dos. 1978. Os nagô e a morte. Pàde, Àsèsè e o Culto Egún na Bahia. Petrópolis: Vozes.

Machado, Cauê Fraga. 2013. Desfazer Laços e Obrigações: Sobre a Morte e a Transformação das Relações no Batuque de Oyó/RS. Dissertação de Mestrado (Antropologia Social). Rio de Janeiro: Museu Nacional/UFRJ.

 

Complementar:

Bastide, Roger. 1973. “O ritual Angola do axexê”. In: _____. Estudos afro-brasileiros. São Paulo: Perspectiva.

 

Sessão 14 – Materialidade (04/07/2018)

Dias da Cruz, Alline Torres. 2014. Sobre dons, pessoas, espíritos e suas moradas. Tese (Doutorado em Antropologia Social). Rio de Janeiro: Museu Nacional/UFRJ.

(Cap. 3: A casa e os altares: incorporando tempos, espaços, recriando paisagens mnemônicas).

 

Complementar

Espírito Santo, Diana & Tassi, Nico (ed.). 2013. Making spirits. Materiality and transcendence in contemporary religions. London: I. B. Tauris. (Introduction, p. 1-32).

Palmié, Stephan. 2002. “Thinking with ngangas: reflections on embodiment and the limits of 'objectively necessary appearances'”. In: Comparative studies in society and history, v. 48, nº 4, p. 852-886.

 

Sessão 15 – Linhagens (11/07/2018)

Pires, Rogério W. B. 2015. A Mása Gádu Köndë. Morte, espíritos, e rituais funerários em uma aldeia Saamaka cristã. Tese (Doutorado em Antropologia). Rio de Janeiro: Museu Nacional, UFRJ.

 

Complementar:

Price, Richard. 1973. “Avenging spirits and the structure of Saramaka lineages”. In: Bijdragen tot de Taal-, Land- en Volkenkunde, v. 128, n° 1, p. 86-109.

http://booksandjournals.brillonline.com/docserver/22134379/129/1/22134379_129_01_s04_text.pdf?expires=1517755007&id=id&accname=guest&checksum=8E0EE5C9A923763C4160B9162A48C43D

 

18/07/2018 – Não haverá aula. Congresso IAUES, Florianópolis.

 

Sessão 16 – Colonialismo (25/07/2018)

Mello, Marcelo Moura. 2014. Devoções manifestas. Religião, pureza e cura em um templo hindu da deusa Kali. Tese (Doutorado em Antropologia Social). Rio de Janeiro: Museu Nacional/UFRJ. (Cap. 8: “Donos da Terra”).

Complementar:

Williams, Brackette. 1990. “Dutchman ghosts and the history mystery: ritual, colonizer, and colonized interpretations of the 1763 Berbice slave rebellion”. In: Journal of Historical Sociology, 3 (2), p. 133-165.

 

Sessão 17 – Encerramento e avaliação da disciplina (01/08/2018)

 

Bibliografia de Interesse

Andriopoulos, Stefan. 2014. Possuídos: crimes hipnóticos, ficção corporativa e a invenção do cinema. Rio de Janeiro: Contraponto.

 

Bloch, Maurice & Perry, Jonathan (eds.). 1982. Death and the regeneration of life. Cambridge: Cambridge University Press.

 

Bulamah, Rodrigo. 2015. “Um lugar para os espíritos: os sentidos do movimento desde um povoado haitiano”. In: Cadernos Pagu, nº 45, p. 79-110.

 

Espírito Santo, Diana. 2015. “Desagregando o espiritual: a fabricação de pessoas e de complexos espírito-matéria em práticas mediúnicas afro-cubanas”. In: Religião & Sociedade, v. 35, nº 1, p. 216-236. http://www.scielo.br/pdf/rs/v35n1/0100-8587-rs-35-1-00216.pdf

 

Espírito Santo, Diana. 2015. Developing the dead. Mediumship and selfhood in Cuban espiritismo. Miami: University Press of Florida. (Cap. 1: spirits at the crossroads of belief and pragmatism, p. 1-40).

 

Feirman, Steven. 1999. “Colonizers, scholars, and the creation of invisible histories”. In: Bonnel, Victoria & Hunt, Lynn. Beyond the cultural turn. New directions in the study of society and culture. Berkeley: University of California Press, p. 193-216.

 

Ishii, Miho. 2012. “Playing with perspectives: spirit possession, mimesis, and permeability in the buuta ritual in South India”. In: JRAI: Journal of the Royal Anthropological Institute, n.s., 19 (4): 795-812.

 

Lambek, Michael. 1996. “The past imperfect. Remembering as moral practice”. In: Antze, Paul & Lambek, Michael. Tense past. Cultural essays in trauma and memory. New York: Routledge, p. 235-255.

 

______. 1999. The weight of the past. Living with history in Mahajanga, Madagascar. New York: Palgrave Maccmillan.

 

______. 2016. “On being present in history: historicity and Brigadian spirits in Madagascar”. In: Hau – Journal of Ethnographic Theory, v. 6, nº 1, p. 317-341.

 

McNeal, Keith. 2011. Trance and modernity in the Southern Caribbean. African and Hindu popular religions in Trinidad and Tobago. Miami: University Press of Florida.

 

Mueggler, Erik. 2001. The age of wild ghosts. Memory, violence and place in Southwest China. Los Angeles: University of California Press.

 

Richman, Karen. 2014. “Possession and Attachment: notes on moral ritual communication among Haitian descent groups”. In: Johnson, Paul (ed.). Spirited things. The work of 'possesion' in Afro-Atlantic religions. Chicago: The University of Chicago Press, p. 207-224.

 

Romberg, Raquel. 2014. “Mimetic corporality, discourse and indeterminacy in spirit possession”. In: Johnson, Paul (ed.). Spirited things. The work of 'possesion' in Afro-Atlantic religions. Chicago: The University of Chicago Press, p. 225-256.

 

Stoller, Paul. 1995. Embodying Colonial Memories: Spirit Possession, Power and the Hauka in the West Africa. London: Routledge.

 

Taussig, Michael. 1993. Mimesis and alterity. A particular history of the senses. New York: Routledge.

 

Vitebsky, Piers. 1993. Dialogues with the death: the discussion of mortality among the Sora of Eastern India. Cambridge, Cambridge University Press.

 

 

 

DISCIPLINA OBRIGATORIA: TEORIA DA ETNICIDADE

Horário: Terças de 9 a 13hs,         Lugar: CEAO

Docente responsável:  Livio Sansone

EMENTA: o curso tem como objetivo discutir a etnicidade no que se reporta:

1) ao conceito quanto aos seus aspectos etnográfico e histórico e sua importância para a formação e a contemporaneidade das ciências humanas.

2) a constituição e institucionalização dos estudos étnicos-raciais  a partir da década de 1980.

Avaliação: 1) leitura e discussão dos textos indicados; 2) entrega semanal de ensaio (máximo de 4pp, espaço 1,5, TNRoman 12) sobre dois textos indicados para as aulas, discutindo os argumentos e temas principais dos autores; 3) exposição de um tema da bibliografia, a partir de três textos previamente indicados.

Vários textos estão também em formato pdf. Eis o link da pasta para uma conta online do 4shared onde estão hospedados os interessantes textos da disciplina Teorias da Etnicidade utilizados pela Professora Rosário. Muitos destes são leitura obrigatória nesta disciplina: http://www.4shared.com/folder/yY8GtNDL/Textos_Teorias_da_Etnicidade.html

  1. Apresentação do curso: Genealogia do termo etnicidade: de raça para cultura e etnia – construindo e desconstruindo significados.

Vermeulen, Hans 2001. “A respeito de cultura”, in op. Cit., PP. 45-66.

Eriksen, Thomas Hylland. Ethnicity & Nationalism Anthropological Perspectives.

London: Pluto Press (1. What is ethnicity?, p. 1- 17).

Verbetes Etnicidade e Raça em: Livio Sansone e Claudio Furtado orgs. Dicionário Critico das Ciências Sociais dos Países de Fala Portuguesa.  Salvador: Edufba. Disponível no repositório online da Edufba.

Barth, Fredrik. 1998. “Grupos étnicos e suas fronteiras”. In P. Poutignat e Jocelyne Streiffe-Fenart.  Teorias da Etnicidade. São Paulo: UNESP. P. 185-227.

Frederik Barth 2003 (1993). “Temáticas permanentes e emergentes na análise da etnicidade”, in Hans Vermeuelen e Cora Govers Antropologia da etnicidade. Para além de “Ethnic Groups and Boundaries”, Lisboa: Fim de Século, 19-44.

Gleason, Philip (1983). “Identifying identity: a semantic history” in The Journal of American History 69, 4: 910-931.

Brubaker, Rogers, Loveman, Mara and Stamatov, P. 2004. “Ethnicity as cognition”. Theory  and society 33: 31-64.

  1. Naçao, nacionalismo e etnicidade: perspectivas clássicas e seus desdobramentos

Weber, Max.  1991. Economia e sociedade. Vol 1. Brasília: Editora da UnB (cap. IV, “Relações Comunitárias Étnicas”, p. 267-277).

Balakrishna, Gopal org. 2006. Um mapa da questão nacional. Rio de Janeiro: Contraponto.

Cpts 4, 6, 8, 9, 10 e 11.

Leituras complementares- escolher dois textos entre os seguintes:

Smith, Anthony. 1986. The Ethnic Origins of Nations. Oxford: Blackwell Publishers. (Part II, “Ethinic and Nations in the modern era”, p. 129-73.

Melucci, Alberto. 1996. “The post-modern revival of ethnicity”. In J. Hutchinson and       

A D. Smith, Ethnicity. P. 367-70.

Geertz, Clifford. 1996. “Primordial ties”, Ethnicity  p. 40-45.

Eller, Jack and Coughlan, Reed. 1996. “The poverty of primordialism”. Ethnicity p. 45-51.

Villar, Diego. 2004.  “Uma abordagem crítica do conceito de “etnicidade” na obra de Fredrik Barth”.  Mana   10 (1):165-192.

Comaroff, John L. “Of totemism  and ethnicity: consciouness, practice and the signs of inequality. + Ethnicity INC

Declaração sobre a raça /Statement on race . Disponível em www.unesco.org

De Heusch, Luc. 2000. Ethnie. The vicissitudes of a concept. Social Anthropology 8 (2): 99-115.

Maldonado-Torres, Nelson. “Pensamento crítico desde a subalteridade: os Estudos Étnicos como ciências descoloniais ou para a transformação das humanidades e das ciências sociais no século XXI”.  Afro-Ásia, 34, 2006, pp.105-129. On line.

3. Questões étnicas e raciais na Bahia

RODRIGUES, Nina. Os Africanos no Brasil. São Paulo: Editora Nacional; Brasília: UnB (principalmente caps. I e IV). (pdf)

PIERSON, Donald 1971. Brancos e Pretos na Bahia. São Paulo: Companhia Editora Nacional (principalmente Introdução à 2ª. edição, p. 29-65; Introdução à 1ª. edição norte-americana, p. 79-86; cap. II, Distribuição espacial das classes e cores, p. 99-109; IV Raça e Status Social: VIII. Composição racial das classes na sociedade baiana, p. 226-249 e IX, Ideologia racial e atitudes raciais, p. 250-2732; cap. VI, XII Brancos e Pretos na Bahia, p. 345-371.  (pdf)

DOMINGUES, Petrônio 2006. “A visita de um afro-americano ao paraíso racial”. Revista de História  155, São Paulo, dez. 2006. On line.

ARAÚJO, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz Casa-Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos anos 30. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1994. (Introdução, p. 19-24; “Corpo e Alma, p. 27-41; “Agonia e Êxtase, p. 43-73; “Os Anjos da Terra”, p. 75-103).

AZEVEDO, Thales de. 1955 As elites de Cor. São Paulo: Companhia Editora Nacional. (principalmente “Os Tipos Étnicos Baianos”, p. 33- 42; “Uma sociedade multirracial de classes”, p. 67-72).  Existe uma reedição pela Edufba. Disponível no repositório on line da editora.

GUIMARÃES, Antônio Sergio. As Elites de Cor e os Estudos de Relações Raciais. Tempo Social 8 (2): 67-82, out. de 1996.

CHOR-MAIO, Marcos. O Projeto Unesco: ciências sociais e o “credo racial brasileiro”. Revista USP: 115-128, junho/agosto 2000.

CARNEIRO, Edison. Ladinos e Crioulos Estudos sobre o Negro no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1964. (“Os Estudos brasileiros do negro”, p. 103-118; “Os Caboclos de Aruanda”, p. 143-151).

SANSONE, Livio 2011. “Estados Unidos e Brasil no Gantois. O poder e a origem transnacional dos Estudos Afro-brasileiros”, RBCS vol. 27, n. 79.  Disponível em www.scielo.br

4. Imigração e diáspora.

Vermeulen, Hans 2001. Imigração, integração e a dimensão política da cultura. Lisboa: Colibri.

Livio Sansone 2004. “Ser negro em duas cidades: Salvador e Amsterdam”, em: Livio Sansone,  Negritude sem etnicidade. Salvador: Edufba. Disponível no repositório digital da Edufba

Robin Cohen 1997. Global Diasporas, London: UCL Press.

http://www.questia.com/library/108931482/global-diasporas-an-introduction

Mintz, Sidney e Richard Price 2003. O nascimento da cultura afro-americana. Rio de Janeiro: Pallas. Trechos a escolher.

5. Biodiversidade, patrimônio e identidade. Nesta parte analisaremos tanto a construção e o uso do tema da biodiversidade e do patrimônio cultural, sobretudo, intangível entre quilombolas e povos nativos em vários contextos.

UNESCO. 2002. “Cultural Diversity, Common Heritage, Plural Identities.” http://unesdoc.unesco.org.

Amin, Ash 2004. “Multiethnicity and the idea of Europe”, Theory, Culture and Society, 21 (2), 1-24

Sansone, Livio org. 2008. Multiculturalismo à brasileira, numero especial da revista Ciência e Cultura.  Disponível no www.scielo.br

Cid, Gabriel 2012. “A capoeira como patrimônio cultural na roda da memória quem inscreve identidades?” em: Sansone, Livio org. 2012. A Política do Intangível, Salvador: EDUFBA, pp.71-92. Disponível no repositório digital da Edufba

Chaves, Margarita e Gisele Nova 2012. “El patrimonio que tenemos y el que ellos quieren ver. Destinos indígenas y políticas de turismo y patrimonio cultural inmaterial en Colombia”, em: Sansone, Livio org. 2012. A Política do Intangível, Salvador: EDUFBA, pp. 197-240. Disponível no repositório digital da Edufba

6. Etnicidade, tecnologia e globalização

Livio Sansone 2008. “Etnicidade, urbanismo e globalização”, em: Osmundo Pinho e Livio Sansone org. 2008. Raça: Perspectivas Antropologicas, Salvador: ABA/EDUFBA.

em https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/8749/1/_RAC%CC%A7A_2ed_RI.pd...

Geanã, Gheorghitã. “Ethnicity and globalization. Outline of a complementarist conceptualisation”. Social Anthropology, 2, 1997, 197-209.

Arvelo-Jiménez, Nelly. “Globalização e etnicidade”. Em George Zarur org.  Região e nação na América Latina.  Brasília: Editora UnB, 2000, pp.25-43.

Cunin, Elisabeth s/d. “La globalization de la ethnicité”. Paris: IRD.

Velho, Otávio 1997. “Globalização, antropologia e religião”, Religião e Sociedade 3, 1:133-154.

 

MINICURSO: 

Diálogos Metodológicos (Produção de conhecimento, experimentação e desafios críticos em Raça, Etnicidades e Estudos Africanos)

PROFESSOR: Osmundo Pinho

HORÁRIO: Sexta, 16 -18:30

CARGA HORÁRIA: 34 h

CALENDÁRIO:  06 de abril a 03 de agosto

 

                            

EMENTA

Esse minicurso está proposto como uma atividade dialógica e crítica, na qual o professor é principalmente um mediador. Nas sessões propostas teremos convidados, pesquisadores de diversas áreas de conhecimento e disciplinas acadêmicas, que enfrentando os desafio da pesquisa de modos reflexivos críticos e inventivos compartilharão com os envolvidos estratégias e reflexões metodológicas no campos dos estudos africanos e das etnicidades. Dessa forma, julgamos, o debate sobre método também será um debate  sobre epistemologias críticas, desafios éticos e tensões políticas.

 

METODOLOGIA

A cada sessão teremos um expositor convidado e um debatedor. O expositor indicará um corpus bibliográfico para fundamentar a discussão. O convidado poderá utilizar recursos audiovisuais ou propor atividades de natureza didática. Todos os expositores serão convidados a dialogar com quatro questões básicas

·       Como são operacionalizadas as categorias “raça”; “etnicidade”; “gênero”; “África” em sua pesquisa?

·       Quais os principais desafios metodológicos encontrados no campo?

·       De que maneira a política e as lutas por emancipação, justiça e igualdade incidem em sua atividade de pesquisa.

·       Como os impasses e as contradições da pesquisa são representadas e discutidas nos resultados divulgados?

 

AVALIAÇÃO

Os participantes deverão apresentar ao final um relatório critico, também baseado nas quatro questões acima, e que conjugue os debates desenvolvidos com os seus temas de interesse.

 

PROGRAMA (em elaboração)

 

 

 

MINICURSO:

Malungos: África Central e a Diáspora Centro-Africana nas Américas, c. 1500-1867

Organizao pelo Curso de Pós-Graduação em História, 1º semestre de 2018, com 10 vagas disponiveis para os alunos do Posafro.

Local – Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO)/FFCH, Pça. Inocêncio Galvão 43, Largo 2 de julho, Centro, Salvador

Datas e horário: 5as feiras de 17:30 a 20:30, 05/04 a 10/05 (seis aulas)

Requisitos para inscrição: cursar programa de pós-graduação ou desenvolver pesquisa de iniciação científica no último ano da graduação

Professor: Robert Slenes (UNICAMP)

Ementa:

O objetivo do curso é entender como os centro africanos – 51 por cento dos escravizados introduzidos nas Américas, 76 por cento daqueles desembarcados no Brasil – lidaram com as diversas modalidades de trabalho forçado no Novo Mundo em contextos demográficos e sociais diferentes. O ponto de partida é o reconhecimento do protagonismo consequente (agência) dos cativos. Novas pesquisas indicam que, mesmo sofrendo condições de extrema exploração e violência, os centro africanos, quase todos falantes de línguas bantu, trouxeram consigo recursos culturais largamente compartilhados. Estes permitiam-lhes definir ideias em comum sobre o que caracterizava uma sociedade justa e homens e mulheres de valor. E possibilitavam práticas variáveis para enfrentar circunstâncias individuais e comunitárias diversas, que iam desde o diálogo crítico e eventual aliança com gente de outras tradições culturais à rebeldia calcada em novas identidades étnicas e de classe.

Duas aulas serão dedicadas a questões debatidas na historiografia recente sobre a formação do atlântico negro, as expansões (linguísticas e culturais) bantu, o tráfico de escravos, e a diáspora centro-africana. Outras duas tratarão de aspectos da história social e cultural da parte da África Central mais impactada pelo tráfico (principalmente a região do antigo Reino de Congo e da “zona atlântica” de Angola sob influência portuguesa), para poder apreciar as “rotas e raízes” dos centro africanos nas Américas. As duas aulas finais se concentrarão em estudos de caso de “cultos de aflição-fruição” centro-africanos no Sudeste brasileiro do oitocentos (região e período de enorme afluxo e concentração de cativos da África Central) e os desdobramentos políticos de tais práticas religiosas-terapêuticas no campo e na cidade. Este último enfoque levantará questões sobre o provável longo diálogo – pouco estudado na bibliografia – entre africanos centrais e ocidentais na Bahia, onde centro africanos e seus descendentes geralmente tiveram uma presença considerável, mesmo que minoritária, na população negra.

As aulas enfatizarão a discussão de estudos clássicos e recentes em português e inglês, introduzida e entremeada por exposições historiográficas por parte do professor.       

Programa do Curso:

05/04   Escravização, etnogênese, “crioulização”: historiografia e debates atuais sobre a formação do Atlântico negro na época escravista.  

12/04   Áreas linguísticas e culturais da África; as expansões bantu; impacto do tráfico transatlântico nas sociedades africanas, em particular as centro-africanas; a “fronteira de escravização” na África bantu (África centro-ocidental e centro-oriental). 

19/04   A “zona atlântica” da África centro-ocidental: sociedade e cultura no antigo Reino do Kongo e em Angola sob domínio/influência portuguesa.

26/04   Rotas e Raízes dos centro africanos nas Américas: fundamentos para uma cultura em comum.

03/05   Religião, etnogênese e rebeldia: cultos de aflição-fruição centro-africanos nas cidades e nas grandes plantations da “segunda escravidão” no Sudeste brasileiro (século XIX).

10/05   Modalidades de escravidão no Brasil e a formação de identidades sociais; prováveis diálogos entre africanos ocidentais e centrais na Bahia, especialmente em torno do Candomblé.

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Quadro de Disciplinas 2017-2

Programa das disciplinas

 

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Quadro de Disciplinas 2017-1

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